Qual é a situação das mulheres na TI? Saiba mais!

Em 2016, as mulheres representaram 44% do mercado formal de tecnologia. No entanto, o público feminino nos cursos da área tem caído de 34% para 15%. Ou seja, proporcionalmente, ainda há menos mulheres seguindo esse caminho. Saiba mais!

mulheres na TI

Já faz um bom tempo que as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço na cultura e no mercado de trabalho. O direito a voto, ao trabalho em tempo integral, ao divórcio, entre muitas outras coisas, foram conquistas que demandaram bastante esforço. E isso se reflete muito em nossa sociedade atual, como se observa no caso da presença cada vez maior das mulheres na TI.

Muitos não sabem, mas muitas das grandes conquistas que ocorreram no campo da tecnologia são produto do esforço de várias mulheres. Mesmo que seus nomes não sejam os mais famosos, muitas de suas criações são altamente influentes até hoje. Claro, isso não significa que os obstáculos foram totalmente eliminados, apenas prova que eles podem ser superados com tempo e esforço.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, acompanhe nosso post e veja mais sobre a situação das mulheres na TI!

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Saiba o panorama geral

Atualmente, o número de mulheres atuando na área de tecnologia cresceu bastante. Em 2016, por exemplo, elas representaram 44% do mercado formal na área. Algo que também acompanha o aumento no número de mulheres se tornando chefes de família ou continuando solteiras, buscando carreiras mais rentáveis para sustentá-las.

Ainda existem alguns obstáculos no caminho, especialmente no que diz respeito à formação. Apesar do crescimento astronômico do setor de tecnologia, o público feminino nos cursos tem caído de 34% para pouco mais de 15%. Ou seja, proporcionalmente, ainda há menos mulheres seguindo esse caminho.

Conheça 4 exemplos de mulheres na TI

Algumas pessoas ainda duvidam da relevância feminina no desenvolvimento da Tecnologia da Informação, o que é certamente um grande erro. Vejamos alguns dos nomes que provam isso.

Evelyn Boyd Granville

Famosa desenvolvedora e segunda mulher negra a obter o doutorado em Matemática na Universidade de Yale, ela se juntou à IBM em 1956, quando passou da matemática para a computação. Foi uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de múltiplos softwares para o IBM 650.

No entanto, seu papel de maior destaque foi em 1967, quando atuou no desenvolvimento do Programa Apollo, aquele que permitiu aos EUA colocar os primeiros astronautas na Lua. Depois de sua aposentadoria, em 1984, ela voltou ao ensino, integrando o departamento de matemática da Universidade do Texas.

Grace Hopper

Grace foi contra-almirante da marinha americana, com PhD em matemática em 1934. Ela se alistou na WAVES durante a Segunda Guerra Mundial, sendo também a primeira colocada na classificação de sua turma. E sabem o que ela fez com isso? Foi para Harvard trabalhar em seu projeto, o Mark I, aquele que foi um dos primeiros computadores da história.

Além disso, também programou o UNIVAC I e o Compilador, duas ferramentas que foram usadas como referência para o desenvolvimento de toda a lógica computacional moderna. Ela continuou atuando na marinha até 1986 e depois passou a atuar na ciência da computação até sua morte aos 85 anos, em 1992.

Karen Spärck Jones

Sem dúvida, uma das mentes mais influentes no campo da ciência da computação, responsável por guiar uma geração inteira de novos desenvolvedores. Primeiramente, Karen recebeu várias provas de seu reconhecimento, como o prêmio Allen Newell da Association for Computer Machinery (ACM) e o ACL Lifetime Achievement Award.

Ela também foi professora de computação na Universidade de Cambridge a maior parte de sua vida. Desde o fim da década de 1950, ela atuou em várias pesquisas, como nas áreas de linguagem automática e de processamento de informação.

Um dos produtos de seus esforços é a Frequência de Documentação Inversa, ou IDF. Trata-se de uma medida estatística para identificar a importância de uma palavra dentro de um documento, algo muito usado em ferramentas de busca online e em bancos de dados.

Margaret Hamilton

Um dos grandes nomes por trás do sucesso da missão Apollo 11, Margaret foi uma das principais responsáveis por desenvolver um software de cálculo capaz de conduzir os foguetes e os astronautas até a Lua e trazê-los de volta. Ela menciona que, durante seu tempo no programa, teve que levar sua filha para o trabalho várias vezes, o que certamente atiçou sua curiosidade sobre o tema.

Sua presença no projeto continuou crescendo, até o ponto que ela se tornou sua diretora. Foi uma das pessoas mais elogiadas e premiadas pela NASA e hoje é CEO da Hamilton Technologies, fundada em 1986.

Entenda os principais desafios para as mulheres na TI

Como já mencionamos, os obstáculos para o público feminino no mercado da tecnologia não são poucos, mas há fortes exemplos para mostrar que há, sim, um grande futuro para as mulheres que seguem esse caminho. Porém, é sempre importante estar ciente de alguns desses desafios.

Dentre as principais dificuldades que todas enfrentam ao se juntar ao mundo da TI, podemos destacar algumas. Veja a seguir!

Área tradicional e predominantemente masculina

A ideia de que algum gênero é mais associado a um tipo de carreira ainda é bem presente em todas as culturas, o que impede muitos bons profissionais de encontrarem sucesso no campo que desejam. E, para as mulheres, a Tecnologia da Informação é um bom exemplo disso.

O número de homens em TI, tanto em formação quanto em cargos elevados, ainda é grande. Dependendo do ambiente de trabalho, isso pode provocar desconforto, atritos e levar a outras complicações mais graves. Sem falar que, por pressão, algumas mulheres podem abandonar essa linha de trabalho.

Resistência e preconceito dos clientes

Outro fator que pesa bastante é o público. Várias mulheres que atuam em áreas mais tradicionalmente masculinas têm que lidar com as expectativas de seus clientes, as quais nem sempre são positivas. Em alguns casos, o gênero pode custar alguns serviços e algum prestígio. Por isso que, em vários casos, mulheres ainda precisam ter performance acima da média para conseguirem o destaque que buscam.

Salários ainda desiguais

Apesar dos vários direitos conquistados, muitas mulheres ainda recebem salários menores em comparação com outros profissionais que atuam na mesma função, com a mesma experiência e tempo de casa.

Essa é uma questão que precisa ser resolvida tanto cultural quanto juridicamente, mas que também varia de acordo com a linha de trabalho. Boas empresas também oferecem um tratamento igualitário para todos os colaboradores, independentemente do gênero.

Agora você já sabe um pouco mais sobre o papel das mulheres na TI. Elas já conseguiram várias conquistas nesse setor e ainda têm muito o que crescer nesse mercado. Apenas precisamos que mais mulheres se posicionem e conquistem esses espaços.

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