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Lean thinking: como aplicar essa metodologia na empresa?

No atual mundo dos negócios, nenhum tipo de desperdício é tolerado. Quando as empresas fazem um mau uso dos seus recursos, tornam-se menos competitivas e rentáveis, o que não é desejado. É por isso que o lean thinking ganha cada vez mais espaço.

Em tradução livre, lean thinking significa “pensamento enxuto”, fazendo referência a um método de gestão que objetiva reduzir sistematicamente os desperdícios da empresa, com a utilização de ferramentas específicas, como programas de gestão da qualidade e melhoria contínua.

Nos tópicos seguintes, nos aprofundaremos no assunto, explicando com mais clareza o que é lean thinking e seus benefícios, além de como usá-lo dentro da empresa. Boa leitura!

O que é e quais os benefícios do lean thinking?

Como explicado, lean thinking é um método de gestão. Trata-se de um modo de pensar e de gerenciar menos dispendioso, que busca garantir que a empresa tenha melhores resultados e entregue valor para o seu cliente final. Sua máxima é: faça cada vez mais utilizando menos recursos.

A ideia de lean thinking foi introduzida com o livro Lean Thinking: Banish Waste and Create Wealth in Your Corporation [Pensamento enxuto: elimine o desperdício e crie riqueza na sua organização, em tradução livre], publicado em 1996 por James Womack e Daniel Jones.

Esse método de trabalho baseia-se em 5 princípios, que são:

  1. Defina o que é valor com o cliente;
  2. Mapeie e priorize o fluxo de geração de valor;
  3. Crie um fluxo contínuo de valor;
  4. Responda ao que é demandado pelo cliente;
  5. Busque continuamente a perfeição.

Na medida em que tais princípios são alcançados, a empresa melhora seus processos, cria produtos de mais qualidade, fideliza sua base de clientes e supera seus competidores. Logo, há muitos benefícios. Adiante, explicamos como colocar o lean thinking em prática.

Como colocar o lean thinking em prática dentro da empresa?

Como visto no tópico anterior, há 5 princípios que norteiam o lean thinking. Em um primeiro momento, pode ser complexo entendê-los, então é preciso de uma explicação mais elaborada, tendo em vista sua aplicação prática. É o que fazemos, nos tópicos seguintes. Continue a leitura!

Defina o que é valor com o seu cliente

Pense em qualquer tipo de produto. Um carro, por exemplo. Todo carro conta com muitos atributos, como velocidade, durabilidade, conforto e segurança. O ponto é que um cliente valoriza mais algumas dessas características do que outras —  ou seja, há alguns atributos que geram mais valor para o cliente. No caso dos seus produtos e clientes, quais são eles?

Esse é o primeiro passo do lean thinking. É preciso destacar, no entanto, que a investigação do que gera valor deve ser feita com o cliente, não simplesmente estabelecida pelos gestores da empresa. Ou seja, não basta achar. É preciso conversar com o cliente, investigar seu comportamento de consumo e verificar por quais atributos ele está disposto a pagar.

Mapeie e priorize o fluxo de geração de valor

Se você já sabe o que é valorizado pelo cliente (isto é, aquilo pelo que o cliente está disposto a pagar), é hora de trabalhar seu fluxo de geração de valor. Pense da seguinte forma: para que um carro fique pronto, ele precisa passar por uma linha de produção. Então, quais etapas da linha de produção geram o valor desejado pelo cliente e quais não geram?

Na medida em que você consegue identificar as etapas que geram valor para o cliente, pode melhorá-las, eliminando ou reduzindo aquelas que não fazem tanta diferença. Isso garantirá que você não tenha mais custos que o ideal, mas que continue entregando o que realmente importa para o seu público-alvo. Assim, empresa e clientes são beneficiados.

Crie um fluxo contínuo de valor

Agora que entende o que é valor para o cliente e que o seu processo está focado nisso, é hora de reduzir interrupções. Voltemos ao exemplo do carro: na produção, certos gargalos podem demandar paralisações, como a falta de peças ou o pouco treinamento dos funcionários. Essas paralisações custam caro, demandam tempo e afetam a geração de valor ao cliente.

Portanto, concentre-se na criação de um fluxo de trabalho contínuo, eliminando todos os gargalos (ou o máximo deles). Isso depende de algumas coisas, como um fluxo de trabalho bem delimitado, profissionais qualificados, estoques no nível ideal e tecnologias de ponta para a gestão. Assim, seu fluxo de geração de valor será contínuo, sem interrupções.

Responda ao que é demandado pelo cliente

A administração se caracteriza segundo dois principais modelos: o primeiro é o empurrado, no qual você produz um produto e tenta vender isso ao cliente; e o segundo tipo é o puxado, em que o cliente demanda um produto e então você o fabrica. O modelo puxado tem muitos benefícios, sendo ideal para a redução de desperdícios e de estoques.

Portanto, concentre-se em criar um estoque mínimo e produzir somente o que é pedido pelo cliente, de maneira fluida e com os valores pelos quais ele está disposto a pagar. Em empresas que prestam serviço, o modelo puxado de produção é a regra, pois todo serviço é feito e consumido simultaneamente — isso é chamado de princípio da simultaneidade.

Busque continuamente a perfeição

Agora que você já conhece quase todos os princípios do lean thinking e entende como aplicá-los, basta destacar um último: busque a perfeição. A ideia é melhorar sempre, criando produtos mais funcionais e processos menos ruidosos. Assim, sua empresa será cada vez mais enxuta e terá melhor proveito dos recursos disponíveis, o que é excelente para seus clientes finais.

Como a tecnologia ajuda na adoção do lean thinking?

O ideal é que todos os 5 princípios do lean thinking sejam aplicados com a ajuda da tecnologia. Ela promove uma série de benefícios adicionais, como o aumento da velocidade do trabalho, a melhor comunicação interpessoal e o uso de grandes bases de dados.

Uma tecnologia importante é a plataforma de atendimento ao cliente. Ela permite ter um contato mais próximo do seu público-alvo, avaliando o que realmente gera valor para ele. E mais, garante que as queixas dos clientes sejam ouvidas com exatidão e transformadas em pontos de melhoria. Assim, sua empresa terá mais chances de aplicar o lean thinking com êxito.

Enfim, agora você está por dentro do tema. O lean thinking foi formulado pensando em empresas industriais, mas pode ser aplicado em qualquer tipo de negócio. Seu uso passa por 5 princípios básicos (ou passos, se preferir), que devem ser sistematicamente adotados dentro da empresa. Para tanto, vale contar com a ajuda de boas plataformas gerenciais.

E então, gostou do nosso artigo? Está pronto para adotar o lean thinking dentro da sua empresa? Aproveite para entrar em contato conosco e descobrir como podemos ajudar!

Carolina Ignaczuk

Formada em Jornalismo e apaixonada pela escrita em todas as suas formas. Escritora de crônicas dramáticas nas horas vagas e idealista durante as 24 horas do dia. Aqui no blog da Movidesk, escrevo sobre todos os assuntos relacionados ao incrível mundo do atendimento ao cliente.

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