Saiba o que é e como evitar a síndrome de burnout na sua equipe

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, consiste em um estado mental, psicológico e físico de extrema exaustão. Ela é resultante do acúmulo excessivo de situações de intenso desgaste emocional, como é o caso de trabalhos que envolvem alto grau de responsabilidade.

síndrome de burnout

O cotidiano estressante e agitado de profissionais que atuam direta ou indiretamente com pessoas pode resultar na síndrome de burnout — distúrbio psíquico que prejudica a vida pessoal e profissional de um indivíduo.

É o caso, por exemplo, de professores, policiais, enfermeiros, assistentes sociais, jornalistas e profissionais que atuam com atendimento ao cliente. O ideal é que as empresas criem métodos de trabalho e cobrança pensando na saúde mental de seus colaboradores.

Isso porque a síndrome afeta diretamente o desempenho dos profissionais e contamina todo o ambiente corporativo. Portanto, desenvolver maneiras de evitar que sua equipe sofra desse mal é fundamental para o bem-estar de cada membro vinculado ao negócio.

Nosso objetivo com este artigo é justamente explicar o que é a síndrome de burnout e apresentar dicas de como prevenir o distúrbio em você e na equipe sob sua gerência. Ficou interessado? Confira os tópicos a seguir e veja como deixar seu departamento com o clima leve e seus colaboradores mais felizes!

Como escolher o profissional de atendimento ideal? Veja o infográfico.

O que é síndrome de burnout?

Resumidamente, a síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, consiste em um estado mental, psicológico e físico de extrema exaustão.

Ela é resultante do acúmulo excessivo de situações cujo contexto demanda um intenso desgaste emocional, como é o caso de trabalhos que envolvem alto grau de responsabilidade, pressão, cobrança e competitividade.

Quanto ao significado da expressão, se traduzirmos do inglês, veremos que “burn” quer dizer queima e “out” indica algo como exterior.

Especialistas alertam que esse distúrbio psíquico também pode ter relação com metas muito difíceis de serem alcançadas e trabalhos com prazos extremamente curtos para serem finalizados e entregues.

O que muita gente não sabe é que a síndrome de burnout pode levar o profissional a um estado de depressão profunda, ao ponto de o indivíduo não querer mais sair da cama nem ter energia ou motivação para trabalhar.

Existe diferença entre estresse e síndrome de burnout?

Estresse e síndrome de burnout apresentam algumas características semelhantes, motivo que confunde o entendimento de muita gente com relação à síndrome e acaba por gerar dúvidas. Por isso, vale a pena fazermos essa diferenciação aqui, certo?

Na prática, ambas as condições são oriundas de situações de um absoluto esgotamento mental, emocional e físico. O que as diferencia, em síntese, é a duração dos sintomas.

Geralmente, o estresse ocorre em períodos mais enxutos, ocasionado por eventos pontuais. Em alguns casos, por exemplo, você até pode permanecer estressado por um tempo maior, em razão de algum projeto muito importante e que tem demandado esforço excessivo e horas extras. Mas, depois que você finaliza e entrega a tarefa, essa condição emocional é aliviada.

Já a síndrome de burnout, via de regra, se manifesta por um período mais longo e, diferentemente do estresse, envolve quadros mais complexos, como quando você acredita, por exemplo, que seu trabalho não tem sentido ou que você não tem mais competência suficiente para seguir na função e cumprir com suas tarefas de modo eficiente.

É como se o peso nos ombros fosse permanente e impedisse o profissional de seguir em frente.

Quais os sintomas da síndrome de burnout?

Normalmente, os sintomas da síndrome de burnout estão associados a nervosismo, problemas físicos e sofrimento psicológico. Em tese, a constância de dor de barriga, tontura, cansaço excessivo e falta de vontade de sair de casa podem caracterizar um indício de que a doença esteja no seu estágio inicial.

Assim, podemos listar alguns outros sinais, como:

  • frequente dor de cabeça;
  • excessivo cansaço mental e físico;
  • dificuldades para dormir;
  • mudanças no apetite;
  • dificuldades de concentração;
  • sentimentos de incompetência, fracasso, insegurança, derrota e desesperança;
  • constante negatividade;
  • pressão alta, problemas gastrointestinais e alteração nos batimentos cardíacos;
  • fadiga, isolamento, mudanças repentinas no humor etc.

O que fazer se eu ou algum colega apresentar esses sintomas?

Caso você identifique que esteja sentindo parte considerável desses sintomas, o mais recomendável é procurar ajuda de um profissional da psicologia, fazer um diagnóstico e, se for preciso, começar um tratamento.

Não somos super-heróis e tampouco fortes o suficiente para resistir a todas as tempestades que a vida profissional nos impõe. Como líder e gestor, se você perceber que um colaborador apresenta os mesmos sintomas, oriente-o a procurar auxílio psicológico também.

Como prevenir a síndrome de burnout na empresa?

O ideal, contudo, é adotar boas práticas que contribuam com a prevenção da síndrome de burnout em você e em seus colaboradores. Trata-se de medidas simples, mas que, no longo prazo, geram benefícios importantes para a saúde da equipe e para os resultados da empresa.

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Veja, a seguir, algumas dicas para evitar o esgotamento profissional em seu departamento.

Defina objetivos alcançáveis e com curto prazo

É fundamental que as metas da empresa sejam viáveis e que se efetivem num período curto, evitando, assim, grandes desgastes e pressão demasiada.

Promova reuniões semanais para discutir os desafios e os resultados

Uma boa prática muito indicada para empresas que buscam melhorar seus climas organizacionais é a promoção de reuniões semanais. Nelas, as equipes se reúnem para discutir os resultados e os desafios do trabalho cotidiano, reforçando a união entre os colaboradores.

Organize o famoso happy hour

Sempre que possível, programe um momento de descontração fora do ambiente de trabalho com os agentes que compõem seu grupo. Essa prática também fortalece o espírito de equipe e o relacionamento interpessoal.

Valorize o trabalho da equipe

Reconheça o desempenho de cada integrante do grupo, ressaltando suas qualidades. Não tem nada melhor do que ter seu trabalho valorizado, não é verdade? E lembre-se: reconhecimento não está relacionado apenas com aumento salarial.

Evite a rotina de fazer horas extras

Essa dica também serve para você, gestor. Sabemos que, às vezes, é necessário ficar um pouco a mais na empresa para efetivar tarefas importantes. Mas esse tipo de situação não pode se tornar uma rotina, pois o acúmulo pode resultar em estresse excessivo e até em síndrome de burnout.

Incentive a prática de exercícios físicos

Incentive e também pratique o exercício físico enquanto uma atividade de lazer e bem-estar. A prática esportiva ajuda a aliviar tensões e produzir substâncias químicas no sistema nervoso ligadas ao prazer, como a dopamina.

Mantenha o ambiente leve e descontraído 

Por fim, encontre formas de manter o ambiente de trabalho mais o leve e descontraído possível.

Aquela velha estrutura organizacional pautada na cobrança excessiva e desumana é uma fábrica de produzir doenças, entre elas a síndrome de burnout. Após a leitura deste artigo, esperamos que você tenha entendido melhor o problema, identifique com mais rapidez os sintomas e siga nossas dicas para preveni-lo no seu cotidiano.

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